Capivara

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(Hydrochaeris hydrochaeris)

Ordem Rodentia
Família Hydrochaeridae

Caracterização
É o maior roedor do mundo, medindo até 1,30 m de comprimento e 0,50 a 0,60 m de altura. Pode pesar até 100 kg, mas o seu peso médio é de 50 kg para as fêmeas e 60 kg para os machos. Seu pêlo é castanho-escuro. Suas patas são providas de membrana natatória. Vivem normalmente em grupos familiares de dois a trinta indivíduos, onde existe sempre um casal dominante.

Hábitat
Vivem às margens dos rios, lagos, praias fluviais e regiões pantanosas.

Distribuição
São encontradas nas zonas inundáveis das savanas da Colômbia e Venezuela e no pantanal mato-grossense, no Brasil e no Paraguai.

Hábitos
Possuem hábitos diurnos, mas com a presença do homem, podem adquirir hábitos noturnos. Necessitam de água (para beber, nadar, mergulhar, comer e proteger-se), de terra seca para descansar e vegetação para pastar.

Alimentação
É um animal herbívoro, alimentando-se de 3 a 4 kg de vegetação fresca por dia. Em sua dentição os incisivos crescem continuamente, alguns milímetros por semana, para compensar o desgaste.

Reprodução
A maturidade sexual é atingida aos dois anos de vida; não existem diferenças sexuais marcantes. Como caráter secundário de dimorfismo sexual, ocorre um intumescimento glandular na parte superior do focinho dos machos adultos (que tem forma oval, de cor preta, brilhante, desprovido de pêlos, constituído de glândulas sebáceas que, quando comprimidas, expelem uma substância pastosa). No período de acasalamento, esta glândula torna-se mais proeminente e sua secreção funciona como atrativo para a fêmea. O período de gestação varia de 120 a 140 dias. Uma fêmea adulta pode ter mais de uma cria por ano e de dois a seis filhotes em cada ninhada.

Predadores naturais
Onças, jacarés e piranhas.

Caça, utilização
A caça indiscriminada é o principal fator de depredação deste animal. A criação de capivaras em cativeiro está crescendo muito no Brasil, pois sua carne tem alto teor de proteico e sua capacidade reprodutora é maior que a bovina. A sua pele é bem cotada no mercado internacional, pois é bem “elástica”, resistente e suave, sendo ótima para a fabricação de luvas, bolsas, mocassins etc.

Fonte: www.faunacps.cnpm.embrapa.br


Capivara

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A capivara é cerca de seis vezes mais eficiente que o bovino na capacidade reprodutora, nas condições naturais dos campos. A ocupação territorial, bem como sua delimitação, é necessária quando se planejam criadouros para exploração extensiva ou em regime de semicativeiro. O processo de digestão nas capivaras é muito eficiente, destacando sua alta capacidade de digerir alimentos fibrosos. O ganho de peso está ligado à grande eficiência de conversão de alimento. Nos dez anos de experiência na criação de capivaras em cativeiro, destacam-se alta capacidade reprodutiva (até dois partos ao ano). Conclui-se que o tamanho ideal para um grupo reprodutivo, em cativeiro, é de um macho para seis fêmeas, em 30m2. Em 1977, visando correlacionar dados básicos de aproveitamento do boi e da capivara, efetuou-se no pantanal mato-grossense um trabalho de coleta de informações em condições normais de desenvolvimento da espécie (Quadro 1). No mesmo ano, nos Lhanoa da Venezuela, desenvolveu-se uma pesquisa com cinqüenta animais em condições naturais, com a finalidade de avaliar seu rendimento em carne (Quadros 2 e 3) . Para tanto utilizaram-se o peso da carne em canal (peso total menos cabeça, vísceras e patas) e o peso da carne seca.

Hábitos e comportamento:
Na natureza as capivaras vivem em grupos ou famílias, em áreas próximas a rios, brejos e lagos. Dentro dos grupos, existe uma hierarquia muito forte onde há um macho dominante, o mesmo acontecendo com as fêmeas. A capivara é um animal de hábitos semi-aquáticos. É na água que ela defeca e urina na maior parte das vezes. Sua dieta é composta de capins, ervas e plantas aquáticas. Tem hábito de pastejo baixo, onde corta os vegetais sem arrancá-los, causando menor dano aos pastos do que os bovinos.

Manejo alimentar:
Devido a sua natureza herbívora, alimenta-se essencialmente de vegetais, sendo este divididos em “forragem verde” e suplementos. As capivaras apreciam uma ampla variedade de gramíneas e leguminosas, porém é sempre prudente manter uma capineira, no interior do cercado, para casos de escassez de alimento. Quando se servir forragem cortada, para manter o capim fresco, a mesma deve ser pendurada em maços amarrados com arame e presos ao teto do abrigo.

Principais doenças:
Nos plantéis mantidos em cativeiro padecem de uma série de enfermidades, a maioria delas advindas do contato com outras espécies animais e/ou manejo inadequado. A principal enfermidade seja em cativeiro ou em liberdade, é “durinha”ou “mal-dos-quartos”, provocada por um protozoário e que acomete também os equinos. O exame de sangue deve ser feito nos animais suspeitos, na tentativa de se visualizar o agente da “durinha”. Alguns parasitos internos podem ser transmitidos entre as capivaras e demais espécies animais, especialmente felinos e suínos. As parasitoses internas (ou endoparasitoses) podem levar a uma série de manifestações clínicas, que variam desde a interrupção da alimentação até à morte súbida. Doenças mais freqüentes: Pneumonia, Disenteria, Ferimentos e verminoses. O desmame dos filhotes deverá ocorrer após o segundo mês. Aproveita-se esta idade para a formação de novos grupos, quando é possível a troca de machos-irmãos por outros não parentes.

Aproveitamento da pele:
A pele de capivara é bem cotada no mercado internacional, sobretudo por suas características. Ela é “elástica”, resistente e suave, sendo perfeita para a fabricação de luvas, bolsas, mocasins etc. A pele de uma capivara tem peso médio de 5,30kg e espessura de 5,5mm. O preço unitário da peça de couro, sem curtir, é de 4 a 5 dólares, subindo para 14 dólares a peça curtida (preços de exportação fornecidos pela Direção Nacional da Fauna silvestre da argentina, em 1984). São estes os maiores exportadores de pele de capivara do mundo: Argentina, Brasil, Colômbia e Peru. Hoje em dia, as exportações estão em baixa devido a problema de restrições impostas por vários países.

Manejo: Instalações:
A área mínima necessária para a criação de capivaras e de 30m2, obedecendo-se aproximadamente a forma de retângulo ou de um quadrado. No recinto deverá haver um abrigo coberto, para o cocho e a manjedoura. O recinto deverá ainda ter um tanque (2,00 x 1,50 x 0,50 m), para banhos. A área coberta deverá ter aproximadamente 10m2. O restante do recinto poderá ser cercado com tela, com altura mínima de 1,50m. Em casos especiais, recomenda-se a chamada “baia maternidade”.

Manejos específicos:

Alimentação:
Devido a sua natureza herbívora, alimenta-se essencialmente de vegetais, sendo este divididos em “forragem verde” e suplementos. As capivaras apreciam uma ampla variedade de gramíneas e leguminosas, porém é sempre prudente manter uma capineira, no interior do cercado, para casos de escassez de alimento, a comida deverá ser oferecida aos animais duas vezes ao dia, podendo variar entre abóbora, cana, capim, cenoura, milho, frutas, ração etc. Não esquecer de remover as sobras, cada vez que é colocado novo alimento;

Sanitário:
Quarentenar os animais que chegam ao criadouro. Esta quarentena significa: manter os animais isolados, realizando-se exames parasitológicos e verificando se apresentam doenças transmissíveis. Quando se servir forragem cortada, para manter o capim fresco, a mesma deve ser pendurada em maços amarrados com arame e presos ao teto do abrigo.

Fonte: www.agrov.com


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