Primata extinto é fotografado no Sri Lanka

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Por 60 anos, cientistas acreditaram que o lóris-delgado-vermelho tivesse desaparecido

Pesquisadores de uma floresta central do Sri Lanka fotografaram uma espécie rara de primata que se acreditava estar extinta por mais de 60 anos, disse hoje (19/07) a Sociedade de Zoologia de Londres.

O lóris-delgado-vermelho (Loris tardigradus) foi fotografado após uma longa inspeção dos pesquisadores da Sociedade, da Universidade de Colombo e da Universidade Aberta do Sri Lanka.

A equipe liderada por Saman Gamage disse que o mamífero não era avistado por mais de 60 anos, até que em 2002, um pesquisador afirmou ter reconhecido os olhos do animal durante uma pesquisa. Isto provocou a vontade entre os pesquisadores em comprovar a existência do primata e também comprová-la com fotos.

Nós estamos entusiasmados por ter captado as primeiras fotografias do animal e provar a sua existência”, disse o biólogo Craig Turner.

Acredita-se que a população de primatas tenha diminuído em seu habitat – na floresta montanhosa– após os governantes da colônia britânica do século XIX terem permitido a derrubada da mata para a plantação de café e chá, disse Gamage.

Ele disse que possivelmente outros lóris vivam em pequenas áreas da floresta montanhosa do Sri Lanka.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br


Espécies da Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção

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A classificação é a seguinte: Extinto, Extinto na natureza, Em Perigo Crítico, Vulnerável, Dependente de Conservação e Baixo Risco.

O MMA – Ministério do Meio Ambiente e o Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis divulgaram em 22 de maio de 2003, Dia Internacional da Diversidade Biológica, a nova Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. A nova “lista vermelha”, com 395 animais, foi elaborada em parceria com Fundação Biodiversitas, Sociedade Brasileira de Zoologia, organizações não-governamentais Conservation Internacional e Terra Brasilis e instituições de ensino superior.

A relação anterior é de dezembro de 1989, com 219 espécies. Ao contrário das edições anteriores, desta vez a lista terá uma característica de fomento à preservação dos habitats e das espécies que neles vivem. Seus objetivos serão: orientar programas de recuperação dos animais ameaçados; trazer propostas para a implementação de unidades de conservação; mitigar impactos ambientais; estimular programas de pesquisa; e ainda servir como referência na aplicação da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998; Decreto 3.179/1999).

De acordo com a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, a lista da fauna ameaçada é um instrumento de conservação da biodiversidade para o governo brasileiro, onde são apontadas as espécies que, de alguma forma, têm sua existência em risco. Para elaboração da lista, o setor acadêmico usou como base os critérios da União Internacional para a Conservação da natureza (IUCN, em inglês).

A classificação é a seguinte: Extinto, Extinto na natureza, Em Perigo Crítico, Vulnerável, Dependente de Conservação e Baixo Risco.

A lista apresentada não trará peixes e nem invertebrados aquáticos (caranguejos, camarões e lagostas, por exemplo). Segundo o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério, João Paulo Capobianco, a lista dessas espécies será publicada em separado, em até três meses. “Isso ocorrerá depois que o grupo de trabalho criado pelo MMA reavaliar a lista e definir os critérios para a situação de cada espécie. Entre eles pode estar o zoneamento da pesca, a captura de acordo com o grau de ameaça nas regiões ou bacias hidrográficas do país”, explicou.

Segundo levantamento da CI-Brasil – Conservation International do Brasil, a maior parte das espécies brasileiras ameaçadas de extinção, presentes da lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, habitam a Mata Atlântica. Do total de 265 espécies de vertebrados ameaçados, 185 ocorrem nesse bioma (69,8%), sendo 100 (37,7%) deles endêmicos, ou seja, só ocorrem ali.

Das 160 aves da relação, 118 (73,7%) ocorrem nesse bioma, sendo 49 endêmicas. Entre os anfíbios, as 16 espécies indicadas como ameaçadas são consideradas endêmicas da Mata Atlântica. Das 69 espécies de mamíferos ameaçados, 38 ocorrem nesse bioma (55%), sendo 25 endêmicas. Entre as 20 espécies de répteis, 13 ocorrem na Mata Atlântica (65%), sendo 10 endêmicas, a maioria com ocorrência restrita aos ambientes de restinga.

Fonte: www.ambientebrasil.com.br


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