Mico-leão-dourado

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Ordem: Primates
Família: Callitrechidae
Nome popular: Mico-leão-dourado
Nome em inglês: Golden lion tamarin
Nome científico: Leontopithecus rosalia
Distribuição geográfica: Floresta tropical no sudeste do Brasil (na região do Rio de Janeiro)
Habitat: Floresta
Hábitos alimentares: Frugívoro e insetívoro
Reprodução: Gestação de 125 a 132 dias
Período de vida: Aproximadamente 15 anos

Já em 1558, um frei português chamado Thevet, em visita ao Brasil, falou de um pequeno animal de pêlo dourado, por ele chamado de “Saguin”, que era muito bravo mas de espetacular beleza, e era usado como animal de estimação pelos índios. Já nesta época, a “juba” lhes deu o apelido de mico-leão.

Quando se percebeu o risco de desaparecimento da espécie, começaram os estudos para saber quantos ainda existiam. Na época, considerava-se que uma outra espécie, o mico-leão preto, já fora extinta pela destruição das florestas. Descobriu-se que pouco mais de 200 ainda existiam!

A maior parte dos estudos realizados até hoje dedicou-se aos micos-leões dourados, que foram justamente aqueles pelos quais se iniciou o programa internacional de proteção à espécie, envolvendo zoológicos de todo o mundo, criação de reservas florestais e mudanças na legislação, para impedir o tráfico e caça destes micos. Foram tantos estudos que seu comportamento e sua ecologia são usados como parâmetro para as demais espécies de mico-leão.

Embora o tráfico destes animais para outras regiões do mundo seja muito antigo, une-se à destruição da Mata atlântica como os maiores riscos à sobrevivência da espécie. Outros fatores, como animais competidores vindos de outras regiões, doenças e novos predadores também ameaçam os micos-leões.

Hoje, estima-se que cerca de 1200 indivíduos vivam em liberdade, nas matas baixas do Rio de Janeiro, número muito pequeno para a segurança da espécie. Cerca de um terço deste número resulta dos programas de re-introdução da espécie em habitats primitivos por populações de cativeiro. O mico-leão dourado foi adotado como símbolo da proteção à fauna brasileira, e os esforços para sua proteção e recuperação devem ser usados como modelos para muitas outras espécies.

Texto de Ricardo Avari
Biólogo do CEMAS-CECFAU/FPZSP

Fonte: http://www.zoologico.sp.gov.br


Macaco Sauim-de-manaus

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O sauim-de-coleira (Saguinus bicolor) pertence à Família Callitrichidae, que compreende os primatas neotropicais de tamanho pequeno (117 a 336mm), com peso de 125 a 583g, fórmula dentária 2i, 1c, 3pm, 2m, unhas em forma de garra (exceto o polegar), com parição de um a dois filhotes (gêmeos falsos) uma ou duas vezes ao ano. O sauim-de-coleira é o único calitriquídeo na região de Manaus. Sua distribuição se estende a leste, chegando até a cidade de Itacoatiara, e a cerca de 40 quilôemtros ao norte de Manaus. Devido a esta distribuição restrita e aos poucos dados disponíveis na literatura sobre sua biologia e ecologia, foi incluido nas listas nacionais e internacionais de espécies ameaçadas de extinção. As informações disponíveis indicam que o sauim-de-coleira é insetívoro-frugivoro (se alimentando de insetos, frutos, néctar e exsudados de árvores), vive em grupos com cerca de 10 indivíduos em uma área de 12 a 21 ha e pare dois filhotes duas vezes ao ano. A proteção de áreas verdes na região de Manaus e arredores; campanhas de educação ambiental realizadas junto à população local sobre sua importância como patrimônio da biodiversidade amazônica; melhor planejamento, manutenção e supervisão dos grandes projetos governamentais de desenvolvimento para a região; e mais estudos sobre sua biologia e ecologia são fatores primordiais para a preservação da subespécie. Fonte: SILVIA GONÇALVES EGLER—Bióloga Coordenação de Pesquisas em Ecologia / CPEC Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia / INPA

Fonte: www.portalamazonia.globo.com


Calimico

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(Callimico goeldii)

São quadrúpedes capazes de efetuar grandes saltos. Vivem em pequenos grupos familiares de até 8 indivíduos.

Classe: Mammalia

Ordem: Primates

Família: Callimiconidae

Nome científico: Callimico goeldii

Nome vulgar: Calimico

Categoria: Ameaçado

Características: A pelagem é completamente negra e a face está rodeada por uma “juba” da mesma cor. A cauda é muito longa e apresentam garras em todos os dedos exceto os polegares. Os macacos de goeldi são primatas diurnos e arbóreos, alimentam-se de frutos, insetos e de pequenos vertebrados. São quadrúpedes capazes de efetuar grandes saltos. Vivem em pequenos grupos familiares de até 8 indivíduos, existindo cooperação na criação dos juvenis. Possuem um alargado leque de vocalização para comunicação entre si. Os casais são monógamos e o período de gestação é de 150 a 165 dias. Os nascimentos ocorrem entre setembro a novembro. Nasce uma pequena cria com apenas 50 gramas que é amamentada durante 65 dias, e é transportada pela mãe durante as duas ou quatro semanas de vida, após esse tempo esta tarefa é partilhada com o progenitor. Goeldi são os únicos pequenos com 36 dentes, todos os micos restantes tem 32 dentes.

Peso: 393 a 860 gramas

Comprimento: Cabeça e comprimento do corpo: 21,6 a 23,4 cm. Comprimento da cauda: 25,5 a 32,4 cm.

Ocorrência Geográfica: Encontra-se nas florestas tropicais úmidas da Colômbia, do Peru, da Bolívia e no Brasil mais especificamente na Amazônia Ocidental.

Categoria/Critério: Espécie ameaçada de extinção. São raros em toda sua área de distribuição. Estão ameaçados pela destruição do habitat e pelo comércio ilegal.

Cientista que descreveu: Thomas, 1904

Observações adicionais: Descoberto e descrito no início do Século XX. Os primeiros exemplares a chegarem à Europa foram enviados pela Drª. Emília Suethlage, então diretora do Museu do Pará. Em 1912 um naturalista do Museu Nacional, regressando de uma expedição à Mato Grosso e Amazonas em companhia de Rondon, levou o Callimico para o Rio de Janeiro onde o animal viveu durante poucos anos. Goeldi tem garras em vez de unhas como nos macacos pregos, um traço que compartilham com todos os outros micos.

Fonte: MMA/SINIMA

Fonte: www.ambientebrasil.com.br


CHIMPANZÉ

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Ordem: Primates
Família: Pongidae
Nome popular: Chimpanzé
Nome em inglês: Chimpanzee
Nome científico: Pan troglodytes
Distribuição geográfica: região central da África
Habitat: florestas e matas secas de savana, e nas florestas tropicais de áreas baixas até áreas montanhosas.
Hábitos alimentares: Onívoro
Reprodução: Gestação de 230 dias
Período de vida: Aproximadamente 60 anos

O Chimpanzé (Pan troglodytes) é um primata que faz parte da mesma família que os humanos, a família Hominidae, possuindo uma semelhança genética de mais de 99%. Podem atingir até 1 metro de altura e pesar até 100 kg, de acordo com seu sexo. São animais de coloração preta, tornando-se acinzentada em animais mais velhos.

Na natureza, os Chimpanzés vivem em grupos que podem variar de 5 até mais de 100 indivíduos. No entanto, as fêmeas possuem hábitos mais solitários, passando a maior parte do tempo sozinhas. Nestes grupos os machos são dominantes sobre as fêmeas e os machos mais jovens.

São animais de hábitos diurnos, terrestres e arborícolas. Costumam se locomover pelo chão, mas preferem se alimentar sobre as árvores, durante o dia. Estes são primatas quadrúpedes, ou seja, locomovem-se utilizando os pés e as mãos, simultaneamente, para andar e correr, além de serem capazes de escalar, pular e ficarem suspensos. Além disso, ocasionalmente, podem se locomover de forma bípede, como os humanos.Geograficamente estão distribuídos nas florestas e matas secas de savana, e nas florestas tropicais de áreas baixas até áreas montanhosas, superiores à 3000 metros de altitude, na região central do continente africano.

Os chimpanzés possuem uma alimentação bem variada, sendo as frutas o principal alimento de sua dieta, mas também consomem muitas folhas, flores, sementes e, ainda, pequenos animais, como alguns pássaros, formigas, cupins, vespas e algumas larvas.

Estes animais, aparentemente, possuem culturas diferentes, dependendo da região em que vivem, assim como os humanos, e são capazes de ensiná-las de uma geração para outra. Entre tais ensinamentos estão, por exemplo, técnicas para extrair cupins de seus cupinzeiros, utilizando-se de gravetos; utilização de pedras para quebrarem sementes e frutos duros; e outros tipos de ferramentas adaptadas, usadas inclusive para caçar alguns pequenos mamíferos.

Machos dessa espécie podem se unir para manter a liderança sobre o grupo, ou roubar a posição do líder. Para intimidar os rivais, eles se demonstram agressivos, com vocalizações altas, agitações de galhos e até mesmo o ataque.

Os chimpanzés machos podem fazer pares com fêmeas, mas a promiscuidade é comum na espécie. Há casos em que a fêmea copulou 50 vezes com 14 machos diferentes em um só dia. Estes animais tem orgasmos e vocalizações específicas de cópula. Na verdade, são conhecidos 34 tipos diferentes de vocalizações nesta espécie.

Fundação Parque Zoológico de São Paulo
Texto de Rogério Sarlo
Atualizado por Maristela Leiva
Bióloga Aprimoranda do Setor de Mamíferos

Fonte: www.zoologico.sp.gov.br


Macaco-Prego

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Habitante típico das matas do norte e centro-oeste brasileiro, o macaco-prego (Cebus apella) é reconhecido como um dos mais robustos e inteligentes macacos do novo mundo. Observações sobre o comportamento na natureza revelam que em determinadas circunstâncias podem aproveitar objetos encontrados na natureza como ferramentas. Já foram vistos, por exemplo, utilizando duas pedras afiadas para abrirem frutos de casca dura. Essa capacidade elevada de aprendizado, porém, tem motivado a sua captura para a utilização em filmes de cinema e televisão.

São animais extremamente adaptados para a vida em florestas tropicais, sua longa cauda prênsil lhes confere uma enorme agilidade para saltas de uma árvore a outra em busca de alimento. Seu tamanho e peso também contribuem para a realização das acrobacias sobre as árvores, geralmente não passando de 60cm de altura e 3,5kg de peso. De hábitos diurnos podem viver até aos 40 anos.

O macaco-prego tem uma dieta variada composta em sua maior parte de sementes, frutos, folhas, ovos, insetos e em alguns casos filhotes de aves. Pelo fato de consumirem uma boa quantidade de sementes e frutos, são de grande importância no no processo de disseminação das sementes na mata, contribuindo assim para a estabilidade do ecossistema.

São animais extremamente sociáveis e normalmente são vistos em grupos grandes formado basicamente por fêmeas, mas que se incluem também alguns machos, filhotes e parentes próximos de outros bandos ou mesmo alguns macacos de outras espécies.

Na corte, são as fêmeas que tomam a iniciativa atraíndo os machos por meio de vocalizações e gestos. Geram apenas um filhote por vêz e a gestação é de 6 meses e o filhote ao nascer fica agarrado a mãe por um perído de 8 a 12 meses, quando o mesmo se torna independente. As fêmeas com filhotes continuam sua rotina normal, exceto pelo fato de amamentarem seus filhotes.

Fonte: www.ecoblogando.wordpress.com


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