Parque Nacional – PARNA da Amazônia

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Criado em fevereiro de 1974 pelo Decreto N° 73.683, no oeste do Pará, às margens do rio Tapajós. Faz parte do mosaico de unidades de conservação da BR163, e é responsável pela proteção de inúmeras nascentes de contribuintes dos rios Tapajós e Amazonas, além de ser habitat de várias espécies ameaçadas de extinção, como a onça pintada, a anta e a ararajuba.

Histórico
O Parque Nacional da Amazônia, unidade de conservação de proteção integral, foi criado em fevereiro de 1974, como parte do Programa de Integração Nacional (PIN), logo após a construção da Rodovia Transamazônica, BR-230. Dentro do plano de ocupação da região norte do país, iniciado com a abertura das grandes rodovias Transamazônica e Belém-Brasília, reservou-se, às margens do Tapajós, uma área de um milhão de hectares para preservação dos recursos naturais, recomendação feita pelo Grupo de Operações da Amazônia (GOA).

A implantação e consolidação da unidade foram realizadas por outro Programa do governo: o POLAMAZÔNIA.

O Parque teve sua área posteriormente reduzida em 6000 ha, pelo decreto 90.823, de 18/01/1985 e ampliado em 167.379 ha pelo decreto s/n de 13/02/2006. A unidade está localizada nos municípios de Itaituba, Aveiro/PA e pequena porção de Maués/AM, ocupando uma área de 1.161.379 hectares, a maior parte, de floresta bem preservada.

Localização
O PARNA da Amazônia fica localizado no oeste do estado do Pará, na margem esquerda do rio Tapajós e tem sede administrativa na cidade de Itaituba.

Acesso
Partindo-se de Itaituba sentido Jacarecanga, pela rodovia Transamazônica, chega-se à primeira base do Parque, às margens do igarapé Tracoá, que dista aproximadamente 53 km do centro da cidade. A segunda base, próxima ao igarapé Uruá, dista 12 km da primeira, também pela BR-230.

Chega-se à unidade também por via fluvial, pelo rio Tapajós, que oferece condições de navegabilidade principalmente durante o inverno. Porém, nos meses mais secos, torna-se bem difícil o acesso e deve-se escolher um piloto experiente, que conheça bem a região, devido a travessia das corredeiras.

Principais atrativos
A base Uruá possui um mirante, onde se pode admirar as corredeiras do Tapajós e bandos de araras e ararajubas, que exibem seu colorido deslumbrante aos olhos do visitante. Outros moradores, que podem ser facilmente avistados, são os macacos caiarara, que habitam a vegetação da margem do rio Tapajós e que estão na lista dos ameaçados de extinção.

Da base do Uruá, partem várias trilhas de percurso fácil e curto, em que o visitante pode observar uma boa amostra da variação da vegetação natural do local, além de poder avistar a fauna da região, principalmente de aves e macacos.

Nos meses mais secos, de junho a dezembro, o visitante pode descer por uma trilha interpretativa até uma praia de areia branca do rio Tapajós ou tomar banho em suas corredeiras.

Podem ser feitos também passeios de voadeira e barco pelo rio Tapajós, a partir do porto de Buburé, um pouco acima da base Uruá, e desfrutar uma paisagem de praias, ilhas e igarapés desertos e afloramentos rochosos, emoldurados pela vegetação exuberante da margem.

Na base Tracoá, durante o verão, pode-se acampar e tomar banho na pequena cachoeira do igarapé e conhecer os arredores, descendo por trilha até o rio Tapajós, que se descortina majestoso, com muitas pequenas ilhas e afloramentos rochosos.

Uma outra trilha interessante, porém mais longa, e que requer pernoite na mata, é a da Capelinha, com 21 km de extensão. É uma trilha utilizada por devotos de São José da Mata, moradores da cidade de Itaituba e vilas próximas.

O Parque abriga também, uma rica e variada avifauna, o que atrai muitos observadores de pássaros, principalmente estrangeiros.

Vale a pena visitar também a vila Rayol, a vila de São Luiz do Tapajós e Pimental e desfrutar de uma refeição caseira e saborosa.

Vegetação
O parque apresenta uma vegetação predominante de floresta tropical úmida, com algumas pequenas e esparsas manchas de campos naturais e veredas. Dentro dessa floresta tropical, existem as variações, como a floresta densa, o cipoal, o cocal, florestas aluviais (de várzea) e floresta de igapós.

Entre as espécies que devem ser citadas estão o Mogno, Castanheira e Pau-Rosa todas na lista de espécies ameaçadas. Vale citar também as espécies medicinais presentes, como Andiroba, Copaíba, Amapá, Pimenta-de-macaco, entre outras. Existe também uma enorme e colorida variedade de fungos e epífitas, além de várias espécies de palmeiras, como o açaí e buriti. Foram registradas 370 espécies diferentes somente nas imediações da BR-230 nos anos de 2004/2005.

Fauna
Típica da Bacia Amazônica, a fauna do PARNA da Amazônia, segundo estudos realizados em 1977, registrou em torno de 8 a 10 espécies de lagartos, pelo menos 3 de tartarugas, com destaque para a tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa). Entre as aves, destacam-se o urubu-rei e o gavião-real, ambos ameaçados de extinção.

A fauna aquática do Tapajós registrou a presença de jacaré-tinga, jacaré-açu, tracajá, gaivotas, botos cor-de-rosa e tucuxi, lontra, capivara, ariranha, garças, maguari e colhereiro. Foram registradas 500 espécies de insetos, com destaque para as belíssimas borboletas Morpho sp.

Também foram avistados o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, jaguatirica e cachorro-do-mato-vinagre, todos na lista de ameaçados de extinção.

Em outro levantamento realizado em 2005, basicamente ao longo do rodovia, trilhas e adjacências, foram registradas 425 espécies de aves e 103 de mamíferos, dentre estes últimos, 12 espécies são de primatas, com destaque para uma espécie bastante rara e sem estudo, o Callithrix humeralifer. Também podemos citar o extraordinário Parauacu (Pithecia sp), avistado e fotografado.

Em estudo realizado em 2009, por pesquisador do Museu Goeldi, foram registradas 47 espécies de serpentes, com predominância da Bothrops atrox .

Não foi amostrada a ictiofauna, mas sabemos da existência de várias espécies de peixes ornamentais, peixe elétrico e arraias além de espécies migratórias como curimatã e piau.

Arqueologia
O Parque possui mais de 28 sítios arqueológicos, ou TPI (Terra Preta do Índio), já identificados e mapeados. A maior parte deles se concentra às margens do Tapajós, onde, ainda hoje, é visível a presença de cacos cerâmicos nas trilhas e as pedras de “afiar” nas margens do rio.

Clima
Caracteriza-se por ser um clima tropical chuvoso, com temperatura mínima anual em torno de 20°C e máxima de 34°C. Só existem duas estações: uma chuvosa e uma seca. O período chuvoso se inicia no final de dezembro e chega a maio do ano seguinte, com precipitação anual total em torno de 1750mm. Os meses mais chuvosos são março e abril. A umidade relativa do ar, neste período, pode chegar a 87%. Nesta época as estradas ficam, muitas vezes, intransitáveis.

Melhor época para visitação do parque: de junho a início de dezembro (meses secos).

Regularização Fundiária
A maior parte do Parque Nacional da Amazônia tem sua área regularizada.

Informações da Unidade

Endereço: Av. Mal. Rondon, s/n. Aeroporto Velho. Itaituba/PA. CEP.:68181-010
Telefone: (93) 3518-1530
Municípios: Maués; Aveiro; Itaituba
UF: AM/PA
Criação: 1974
Área: 167.379,0000 ha
Bioma: Amazônia
Grupo: PI
Categoria: PN
Decreto de criação
Dec nº 73.683 de 19 de fevereiro de 1974
Dec nº 90.823 de 18 de janeiro de 1985
Dec s/nº de 13 de fevereiro de 2006
Plano de Manejo
Port. Ibama n° 82 de 11 de julho de 2002

Vinculada a Coordenação Regional (CR) 3 – Itaituba

Fonte: www.icmbio.gov.br


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