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Sucuri

Eunectus murinus

Taxonomia
Filo: Cordata
Sub-filo: Vertebrata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Sub-Ordem: Serpentes
Família: Boidae
Gênero: Eunectus
Espécie: Eunectus murinus (Linnaeus, 1758)

Nomes populares: Sucuri, Sucuiuba, Sucurijú, Sucurijuba, Sucuiú, Anaconda.


Descrição: Serpente de grande porte, chegando até 11,60 m, sendo considerada a maior serpente do mundo em tamanho e peso. Pupilas verticais, dentição áglifa e não-peçonhenta. O colorido de fundo é o pardo-azeitona, com pares de ocelos escuros sobre o dorso, e o ventre é o amarelo-vivo, com manchas muito irregulares; possui faixas postoculares bem marcantes; às vezes, são encontrados exemplares totalmente cobertos por algas verdes, o que ajudaria na camuflagem. Na Bahia, nunca foi registrada sucuri com tamanho superior a 07 metros, porém são comuns animais de 2 a 4 metros, mesmo dentro de rios em Salvador/BA. Podem pesar até mais de 100 quilos. Escamas supralabiais 16 a 17; 20 a 22 infralabiais; dorsais de 61 a 70; ventrais de 246 a 259; anal inteira, subcaudais de 67 a 71 inteiras.

Distribuição: Amazônia (Venezuela, Colômbia, Brasil, Guianas até a Bolívia). No Brasil também encontrada nos Biomas Cerrado e Mata Atlântica, exceto na bacia do Pantanal, onde ocorre Eunectes notaeus, de menor porte e com mais amarelo no colorido, e na região Sul (Freitas, 2003; Peters, & Orejas-Miranda, 1970).

Biologia: Tem hábitos crepusculares e noturnos; é aquática, podendo passar até 30 minutos sem respirar; gosta de tomar banhos de sol sobre árvores ribeirinhas. Caça de emboscada os animais que se aproximam para beber, matando suas presas por constrição e afogamento; alimenta-se dos mais variados vertebrados: peixes, rãs, lagartos, jacarés, aves, roedores, filhotes de anta, veados e até tatus, como foi encontrado no estômago de um indivíduo morto em Salvador/Ba; Arrais e até quelônios (Belluomini e Hoge, 1957). É vivípara, podendo parir mais de 50 filhotes numa gestação de 8 meses, com tamanhos entre 60 cm e 1 m de comprimento (dados obtidos no Parque Zoobotânico Getúlio Vargas, Salvador, entre 1984 e 1988).

Comentário: É uma serpente muito perseguida por causa das lendas que a cercam, também pelo couro e pela carne; e ainda lhe atribuem a morte de vários animais domésticos. Existem trabalhos antigos que citam E. barouri, da Ilha de Marajó, porém não são aceitas em diversos trabalhos, com opor exemplo Stimple et al. (1997) principalmente por que os caracteres adotados são apenas variações sutis de coloridos e não morfológicos, servindo esses caracteres no máximo para diferenciação geográfica. A espécie Eunectes deschauensei ocorre na Ilha de Marajó, sendo mais aceita pelos pesquisadores como uma espécie válida, está espécie possui porte menor e possui padrões de desenhos parecidos com a Eunectes notaeus, Ainda neste livro, é apresentado diversas fotos de origens e tempos diferentes para ilustrar o tamanho de alguns exemplares e mostrar a agressão humana que lhes movem.

Fonte: www4.icmbio.gov.br

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